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sábado, 9 de outubro de 2010

As defesas artificiais contra os parasitas (4)


Antibióticos

Por volta de 1940 a medicina deu um largo passo na luta contra um grupo bastante indesejável de parasitas, as bactérias.

Nessa época os antibióticos passaram a ser usados com sucesso contra diversos tipos de infecções bacterianas.

A história começou em 1928, quando o escocês Alexander Fleming observou que uma colônia de bactérias não cresceu em um meio de cultura contaminado por fungos. 

Ele deduziu então que o fungo deveria produzir alguma substância que impedia a multiplicação das bactérias. Posteriormente tal substância foi realmente isolada de um tipo de fungo, o Penicilium notatum, recebendo o nome de penicilina.

Com o passar do tempo vários antibióticos, como a estreptomicina e a tetraciclina, foram isolados de outros tipos de fungos, enquanto outros foram fabricados sinteticamente em laboratórios. Estas substâncias podem matar a bactéria ou apenas interromper sua multiplicação, permitindo neste caso que as defesas do organismo as destruam.

Embora sejam armas poderosas, os antibióticos só devem ser usados sob prescrição médica. Isto porque eles somente serão eficientes quando usados por um tempo determinado, na dosagem correta, que apenas o médico poderá estabelecer.



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

As defesas artificiais contra os parasitas (3)


Uma defesa contra o vírus: o interferon

Observou-se há algum tempo que a pessoa portadora de uma virose dificilmente pega outra virose ao mesmo tempo.

Este fato despertou a curiosidade de alguns pesquisadores que, estudando o problema, chegaram à seguinte descoberta: nas infecções ocasionadas por vírus, as células infectadas produzem interferon, uma proteína relativamente pequena que é capaz de proteger células semelhantes contra a invasão de outros vírus agressores.

O interferon funcionaria como uma espécie de mensageiro intercelular, atravessando a membrana da célula afetada e 'avisando' as células vizinhas da infecção em curso. 

As células sadias fabricariam proteínas antivirais não específicas (válidas para grande variedade de vírus), que não permitiriam a reprodução dos vírus invasores, interrompendo assim o ciclo infeccioso.



As defesas artificiais contra os parasitas (2)

A vacina

A imunidade mais importante é a ativa, onde o próprio corpo fabrica os anticorpos, no transcurso de uma infecção. 

Esse tipo de resistência, depende, em grande parte, do estado nutricional do indivíduo e de sua idade: jovens e adultos bem alimentados resistem melhor à ação de parasitas.

A imunidade ativa é conseguida também, só que de maneira artificial, através da vacinação, que é uma medida de grande alcance para promover as saúde de uma população. 

Vacinar é injetar no organismo vírus ou bactérias mortos ou atenuados, ou então partes destes que possam ser reconhecidas pelo corpo como antígenos, de maneira que o organismo reaja (sem ficar doente), produzindo anticorpos específicos.

Algumas vezes, para obter um volume razoável de anticorpos, é necessária a vacinação por três ou mais vezes, pois o tempo que os anticorpos permanecem no organismo é variável. Assim, dependendo do tipo de vacina, é conveniente a aplicação de uma dose suplementar após algum tempo, que é chamada de reforço.

Após a aplicação do reforço, o organismo reage fabricando prontamente um nível alto de anticorpos, o que o torna a conferir resistência contra a infecção.

Para os governos, as vacinações em massa são altamente vantajosas, pois trata-se de uma medida de grande alcance médico-social.

Um exemplo espetacular é o da varíola, doença considerada erradicada do mundo pela Organização Mundial de Saúde desde 1977, quando ocorreu o último caso.



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

As defesas artificiais contra os parasitas (1)


Embora normalmente o organismo disponha de mecanismos para se defender sozinho das agressões que o atingem, às vezes é necessária uma intervenção externa, para que a reação seja mais rápida ou eficiente.

Nesses casos utilizam-se as chamadas defesas artificiais.

O soro

Quando um indivíduo sofre ferimentos suspeitos de contaminação por agentes como o bacilo do tétano ou quando é mordido por cobras venenosas, não devemos esperar que seu corpo produza anticorpos, pois esta produção é muito lenta em relação à capacidade de proliferação da bactéria ou ao alto poder tóxico do veneno.

A solução nesses casos consiste em inocular no indivíduo os anticorpos produzidos por outro animal que foi previamente colocado em contato com o veneno ou com o agente infeccioso (antígeno).

Aplicamos então um líquido obtido a partir do sangue do animal, o soro, com uma quantidade apreciável de anticorpos, que começam imediatamente a neutralizar os antígenos. Isso dá tempo ao indivíduo doente para produzir seus próprios anticorpos e impedir a progressão da infecção ou da intoxicação.

A preparação dos soros pode ser feita em cavalos, coelhos ou cabras que recebem quantidades não mortais de antígenos, em doses progressivamente maiores, e por isso, produzem grande quantidade de anticorpos. O soro então é retirado do sangue do animal e armazenado para o uso em indivíduos eventualmente atingidos pela doença.

Esse tipo de imunização em que o indivíduo adquire imunidade contra doenças de forma passiva, isto é, sem que seu corpo produza os anticorpos, é chamado de imunização passiva.

Essa imunização começa cedo, durante a vida embrionária, quando a criança recebe anticorpos através da placenta e continua após o nascimento, quando o recém-nascido recebe anticorpos já prontos da mãe através do colostro, o primeiro leite produzido (até o 7º dia).