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domingo, 3 de outubro de 2010

Vias de Eliminação dos Agentes Infecciosos



Os agentes infecciosos, após penetrarem no hospedeiro, instalam-se nos tecidos, cavidades ou órgãos que mais os beneficiam, multiplicam-se e, depois, saem ou eliminam formas infectantes (larvas, ovos, cistos).

Para tal, utilizam-se das seguintes portas de saída ou vias de eliminação:

  1. Ânus e Boca (via digestiva): os agentes infecciosos saem, juntamente com as fezes, pela via digestiva, através do ânus. Estes são normalmente aqueles agentes que penetram por via oral (boca), localizando-se, geralmente, na faringe e órgãos do aparelho digestivo (principalmente nos intestinos). Como exemplos: o vírus da hepatite A e as bactérias causadoras de diarréias (Entamoeba coli, Salmonella, Shigella), febre amarela, febre tifóide, cólera, toxoplasmose, cistecerco de Taenia sp., ovos de S. mansoni, A. lumbricoides, Enterobius (oxíuros) e Trichuris, cistos de amebas e giárdias e larvas de Strongyloides. São eliminados pela saliva, dentre outros, os vírus (herpes, raiva, poliomielite) e bactérias (difteria).
  2. Nariz e Boca (via respiratória): os agentes infecciosos são expelidos por intermédio de gotículas produzidas pelo mecanismo da tosse, do espirro, de escarros, secreções nasais e expectoração. Geralmente os agentes infectam os pulmões e a parte superior das vias respiratórias. Temos como exemplos as seguintes doenças transmissíveis: sarampo, caxumba, rubéola, catapora, meningite, pneumonia e tuberculose. Muitas vezes, os agentes que se utilizam das vias respiratórias vão para outros locais, causando diferentes manifestações clínicas. É o caso do Streptococos pneumoniae, causador da pneumonia, que também pode provocar sinusite e otite;
  3. Pele e Mucosa (via transcutânea): normalmente, a pele se descama como resultado da ação do meio ambiente, em função de atividades físicas - como exercícios - e no ato de vestir-se e despir-se. Os agentes infecciosos eliminados pela pele são os que se encontravam alojados nela e que geralmente são transmitidos por contato direto, e não pela liberação no meio ambiente. Através da pele ocorre a saída de vírus (herpes, varicela, verrugas) e bactérias, como as que causam furúnculos, carbúnculos, sífilis e impetigo. Leishmanias responsáveis por úlceras cutâneas e o Sarcoptes scabiei, pela sarna, também utilizam a pele como porta de saída;
  4. Vagina e Uretra (via urogenital): os agentes infecciosos são geralmente eliminados por via vaginal e uretral - durante a relação sexual ou contato com líquidos corpóreos contaminados - pelo sêmen (HIV, herpes, sífilis, gonorréia e Trichomonas vaginalis), pelas mucosas (fungos) ou urina (febre tifóide e febres hemorrágicas; a leptospirose, transmitida pela urina de ratos e cães infectados).


sábado, 2 de outubro de 2010

Vias de Penetração dos Agentes Infecciosos


As portas de entrada de um hospedeiro são os locais de seu corpo por onde os agentes infecciosos penetram.

As principais vias são:

  1. Boca (via digestiva): os agentes infecciosos penetram pela boca, junto com os alimentos, a água, ou pelo contato das mãos e objetos contaminados levados diretamente à boca. Isto acontece com os ovos de alguns vermes (lombriga), cistos de protozoários (amebas, giárdias), bactérias (cólera), vírus (hepatite A, poliomielite) e fungos;
  2. Nariz e Boca (via respiratória): os agentes são inalados juntamente com o ar, penetrando no corpo através do nariz e ou boca, pelo processo respiratório. Como exemplos, temos: vírus da gripe, do sarampo e da catapora; bactérias responsáveis pela meningite, tuberculose e difteria (crupe);
  3. Pele e Mucosa (via transcutânea): geralmente, os agentes infecciosos penetram na pele ou mucosa dos hospedeiros através de feridas, picadas de insetos, arranhões e queimaduras, raramente em pele íntegra. Como exemplos, temos: dengue, doença de Chagas e malária;
  4. Vagina e Uretra (via urogenital): os agentes infecciosos penetram nos hospedeiros pelos órgãos genitais, por meio de secreções e do sêmen, nos contatos e relações sexuais. Assim ocorre a transmissão da sífilis, gonorréia, AIDS, tricomoníase, herpes genital e o papilomavírus humano.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Agente Infeccioso



O agente infeccioso é um ser vivo capaz de reconhecer seu hospedeiro, nele penetrar, desenvolver-se, multiplicar-se e, mais tarde, sair para alcançar novos hospedeiros. Os agentes infecciosos são também conhecidos pela designação de micróbios ou germes, como as bactérias, vírus, ácaros e alguns fungos.


Existem, porém, os helmintos e alguns artrópodes, que são parasitos maiores e facilmente identificados sem a ajuda de microscópios.

Só para termos uma ideia, a Taenia saginata, que parasita os bovinos e também os homens, pode medir de quatro a dez metros de comprimento.

Os agentes infecciosos também podem receber outras denominações, como: agente etiológico, patógeno ou agente patogênico.

Assim, o vírus da gripe é o agente etiológico da gripe.

Cada patógeno tem uma certa virulência, isto é, determinada capacidade de infectar um organismo. Quanto maior for a virulência de um agente patogênico, maior a severidade da doença e maiores os índices de mortalidade associados a ela.

Ao contrário do que possa parecer, o termo virulência não é aplicado somente aos vírus, mas também às bactérias, aos fungos e aos protozoários patogênicos.