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sábado, 20 de novembro de 2010

Infecção Urinária


Infecção Urinária

A infecção urinária acomete qualquer parte do sistema urinário, desde os rins, a bexiga, até a uretra e é definida como presença de microorganismos em alguma parte desse sistema.

Quando acomete os rins, chamamos de pielonefrite; quando é a bexiga, chamamos de cistite; na uretra é a uretrite; e quando acomete a próstata, denominamos de prostatite.

Pode ocorrer em indivíduos de qualquer idade e sexo, mas é extremamente mais comum entre as mulheres.

Essa relação se inverte no primeiro ano de vida, quando é mais comum nos meninos.

Isso de deve provavelmente a fatores anatômicos.

Na mulher a saída da uretra é bem próxima à entrada da vagina, onde sabe-se que a mulher abriga diversos microorganismos que compõem a flora vaginal.

Além disso, os hábitos de higiene após o uso do toalete, como a passagem do papel higiênico em direção ânus-vagina, favorece o transporte de microorganismos intestinais até a vulva.

Outro fator importante é que a uretra feminina é bem menor que a masculina, o que favorece o caminho das bactérias desde a entrada da uretra até a bexiga.

A infecção urinária ocorre principalmente quando os microorganismos, na maioria dos casos bactérias, “sobem” pela uretra e atingem a bexiga, os ureteres e os rins.

A bactéria que mais comumente causa esta infecção é chamada Escherichia coli, e faz parte da flora intestinal normal.

Assim, podemos perceber a importância de hábitos de higiene adequados à prevenção das infecções urinárias.

Os sintomas desta infecção são: dor ao urinar, dificuldade para iniciar a micção, urina com mau cheiro e/ou de coloração alterada, eliminação de sangue na urina, que fica avermelhada ou acastanhada, dentre outros.

Quando a infecção acomete o rim, o quadro é bem mais grave e o paciente apresenta febre, falta de apetite, parada de crescimento e perda de peso.

A presença de qualquer desses sintomas deve levar à procura de um médico.

Após a entrevista e o exame físico, o principal exame a ser solicitado é o exame de urina.

Ele é capaz e mostrar a presença de bactérias na urina e também outros sinais que ajudam no diagnóstico.

O tratamento é feito com antibióticos.

Alguns cuidados básicos devem ser adotados pelas mulheres para se evitar a infecção urinária:
  • Esvaziar a bexiga antes e após o ato sexual;
  • Higiene anal antero-posterior (da frente para trás), após usar o banheiro;
  • Aumentar a ingestão hídrica;
  • Não reter o ato miccional;
  • Usar preferencialmente roupas íntimas de algodão, evitar o uso de tecido sintético;
  • Usar roupas mais leves para evitar transpiração excessiva na região genital.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Febre Maculosa



A febre maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, causada pela bactéria parasita intracelular obrigatória Rickettsia rickettsii.

Os humanos são hospedeiros acidentais, não colaborando com a propagação do parasita.

A transmissão é feita pelo carrapato Amblyomma cajennense, conhecido como “carrapato estrela”, “carrapato de cavalo” ou “rodoleiro” e cujas ninfas de seis pernas são conhecidas por “carrapatinhos” ou “micuins”, e as ninfas de oito pernas por “vermelhinhas”.

Esses carrapatos podem ser encontrados em todas as fases como ectoparasitas de aves domésticas (galinhas, perus) e silvestres (seriemas), mamíferos (cavalo, boi, carneiro, cão, etc.) e cobras.

Humanos são hospedeiros acidentais, mais frequentemente atacados pelas fases de ninfa – micuins e vermelhinhos. 

Uma vez infectados pela bactéria R. ricketsii, esses carrapatos assim permanecem durante toda a sua vida; as fêmeas transmitem essas bactérias aos descendentes, o que mantém a contaminação por muitas gerações.

Para que a bactéria se instale no corpo humano, há necessidade de o carrapato ficar aderido à pele entre quatro e seis horas no mínimo.

A contaminação pode também ocorrer por lesões na pele pelo esmagamento do carrapato.

Após o contato com o carrapato infectado, o ser humano leva de dois a quatorze dias (em média sete dias) para apresentar os primeiros sintomas, que são inespecíficos: febre, náuseas, vômitos, dores de cabeça e dores musculares.

Sinais específicos, que são as manchas (máculas) avermelhadas no corpo, começam a surgir entre o terceiro e o quinto dia de febre, iniciando-se pelas palmas das mãos e solas dos pés, progredindo pelos membros até alcançar o tórax e o abdômen.

Quando as máculas atingem essa magnitude, o quadro clínico é considerado grave, podendo evoluir para a morte.

Sem tratamento a morte ocorre em 70% dos casos, mas com tratamento cai para menos de 5%.

Como os primeiros sinais são inespecíficos, o diagnóstico pode não ser feito de forma rápida, retardando o tratamento, o que pode levar a complicações da doença.

Uma vez diagnosticado, o tratamento é feito com antibióticos que só devem ser tomados sob recomendação médica.

No Brasil, foram registrados mais de 200 casos de febre maculosa, entre os anos de 2000 e de 2005, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina; 30 % desses casos terminaram com a morte desses pacientes.

As principais medidas profiláticas são:
  • Ter em mente quais são as áreas consideradas de risco para febre maculosa;
  • Evitar caminhar em áreas conhecidamente infestadas por carrapatos no meio rural e silvestre;
  • Quando for necessário caminhar por áreas infestadas por carrapatos, vistoriar o corpo em busca de carrapatos em intervalo de três horas, pois, quanto mais rápido for retirado o carrapato, menor será o risco de contrair a doença;
  • Criar barreiras físicas: calças compridas com parte inferior por dentro das botas e fitas adesivas dupla-face lacrando a parte superior da bota. Recomenda-se o uso de roupas claras, para facilitar a visualização dos carrapatos;
  • Não esmagar o carrapato com as unhas, pois com o esmagamento pode haver liberação das bactérias que têm capacidade de penetrar através de micro lesões na pele. Retirá-los com calma por meio de leve torção e com auxílio de uma pinça, para liberar as peças bucais;
  • Aparar o gramado bem rente ao solo, facilitando assim a penetração dos raios solares;
  • Fazer o controle químico nos animais domésticos por meio de banhos estratégicos de carrapaticidas.

Febre Tifóide


A febre tifóide é causada pela bactéria Salmonella typhi.

O indivíduo afetado pela febre tifóide sente-se fraco e sem apetite, perdendo peso e apresentando febre alta, diarréia, vômito, garganta irritada e dor de cabeça.

Para prevenção, as medidas de higiene pessoal são fundamentais, visto que a contaminação se dá por via oral, pelo consumo de alimentos contaminados em função do manuseio feito por pessoas com as mãos sujas (doença das mãos sujas).

Como a bactéria é resistente ao congelamento, sorvetes também podem estar contaminados.

Os surtos epidêmicos dessa doença costumam ocorrer em período de chuvas fortes, quando aumenta a possibilidade de contaminação da água potável pelas fezes de indivíduos doentes.

Medidas de saneamento básico são fundamentais para se evitar essa doença, pois a Salmonella é eliminada junto com as fezes de pessoas infectadas.

Existe vacina, mas tem baixa eficácia e confere imunidade por pouco tempo, não sendo a principal medida contra a febre tifóide.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Disenterias Bacterianas


Disenterias Bacterianas

As disenterias bacterianas são causadas por diversas bactérias (enterobactérias), tais como Salmonella, Shigella, Enterobacter, Klebsiella, Proteus e a Escherichia coli, transmitidas através de alimentos, água, leite, mãos sujas, saliva, fezes, etc.

Algumas só provocam infecção quando a flora bacteriana não está normal, podendo causar inflamações do estômago e do intestino.

Essas doenças são frequentemente acompanhadas de diarréia, dores abdominais, febre, vômitos e desidratação e são transmitidas principalmente pela ingestão de água e alimentos contaminados.

As disenterias são responsáveis por altas taxas de mortalidade infantil no Brasil. 

Elas exigem atendimento médico e seu tratamento incluiu o uso de antibióticos e cuidados com a desidratação, através da ingestão de soro.

A profilaxia para estas doenças consiste em medidas de higiene pessoal e coletiva. 

Entre elas: o tratamento da água, uso de água filtrada ou fervida para beber, instalação de fossas ou rede de esgoto, ingestão de leite pasteurizado ou fervido.

A avaliação do médico é indispensável.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Difteria


Difteria

É uma doença que tem sua origem na bactéria transmitida pelo ar e ou saliva.

Conhecida como crupe, caracteriza-se pela inflamação na faringe, laringe e brônquios.

É provocada por uma bactéria, o bacilo diftérico – Corynebacterium diphteriae – transmitida por contato direto com secreções do nariz e da garganta da pessoa infectada, ou por gotículas de saliva eliminadas pelo doente.

Os bacilos não se espalham pelo organismo, mas, a partir do foco de infecção (nariz, faringe, laringe), produzem continuadamente substâncias muito tóxicas, que através do sangue ou da linfa podem atacar o coração, o sistema nervoso, as supra-renais e os rins.

Os sintomas da difteria são dor de garganta, febre, fraqueza, perda de apetite, palidez e, um dado importante para o diagnóstico, o aparecimento na garganta de uma membrana branco-amarelada formada por células mortas, pus e bactérias.

O tratamento deve ser feito o mais rápido possível.

A complicação mais frequente é a obstrução da laringe, impedindo a respiração e causando a morte por asfixia.

A principal proteção é a vacinação e evitar contato com os portadores de difteria.

A vacina antidiftérica está associada à antitetânica e a contra coqueluche na forma de vacina tríplice.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Coqueluche

Coqueluche

A coqueluche é uma doença infecciosa tipicamente comum, que ataca as vias respiratórias e que, tal como a difteria, ocorre comumente durante os meses frios do ano.

Inicia-se com uma coriza, confundindo-se com um simples resfriado, mas depois ocorrem acessos de tosse seca, que deixam a criança sem fôlego.

Quando procura recuperar o fôlego, emite-se um chiado alto e estridente.

Essa doença é causada por vários agentes, mas o bacilo denominado Bordetella pertussis é o que causa complicações e morte.

Sua transmissão ocorre pelas gotículas das secreções respiratórias do paciente ou por objetos contaminados.

Não há tratamento específico contra a coqueluche. Devem-se evitar as situações que provoquem acessos de tosse, fornecer boa alimentação em pequenas quantidades, evitar poeira e manter o ambiente arejado.

A principal medida de prevenção é a vacina, que está associada à antitetânica e à antidiftérica (vacina tríplice).

Apesar de não conferir imunidade total, seu uso deve ser obrigatório, porque proporciona uma evolução mais benigna da doença.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Cólera



Cólera

A cólera é causada pelo Vibrio cholerae, vulgarmente conhecida como vibrião colérico, que coloniza o intestino delgado. Produzindo substâncias tóxicas.

Pela ação das toxinas há grande perda de água e de sais minerais dos tecidos para a luz intestinal, levando o indivíduo a ter fortes diarréias, principal sintoma da doença.

As fezes são aquosas e esbranquiçadas, (“fezes em água de arroz”). Ocorre também cólicas abdominais, dores no corpo, náuseas e vômitos.

Normalmente não há febre.

O grande perigo está na rápida desidratação provocada pela diarréia. Como consequência da diarréia, surgem cãibras, os olhos encovam-se e a pele tornas-se seca, azulada e enrugada.

O socorro médico deve ser o mais rápido possível.

A transmissão se dá por alimentos e água contaminados com fezes de indivíduos doentes. Essa bactéria sobrevive até duas semanas fora do corpo humano.

As medidas profiláticas consistem em lavar bem os alimentos e as mãos antes das refeições.

A erradicação da cólera só se dará através de medidas de higiene e saneamento básico.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Botulismo



Botulismo

O botulismo é uma doença causada pelas toxinas do Clostridium botulinum, que também forma esporos que resistem à fervura durante várias horas.

É uma intoxicação resultante da ingestão de alimentos condimentados, defumados, embalados a vácuo ou enlatados contaminados.

É uma toxina extremamente perigosa para o ser humano, pois bloqueia a transferência dos sinais nervosos para os músculos.

Os sinais e sintomas do botulismo apresentam-se cerca de 18 horas após a contaminação, entre eles: distúrbios visuais, dificuldade de falar, incapacidade de deglutir.

A morte ocorre por paralisia respiratória ou parada cardíaca.

É muito importante cozinhar os alimentos, mesmo os enlatados, no mínimo 20 minutos antes de comê-los.