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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Tétano


Tétano

O tétano é uma doença muito grave, que pode até matar.

É causada pelo bacilo Clostridium tetani, encontrado principalmeente em solos contaminados com fezes de animais e do próprio homem infectado.

Esse bacilo tem a capacidade de sobreviver, sob a forma resistente de esporo, por muitos anos no solo, penetrando no corpo quando há uma lesão (machucado) ou queimadura(s) na pele.

Como o bacilo do tétano não sobrevive à presença de oxigênio, quanto mais profundo o ferimento, e, portanto, quanto mais livre do contato com o ar, maior probabilidade de o bacilo proliferar.

Após penetrar, multiplica-se e libera toxinas que afetam o sistema nervoso, provocando contrações musculares.

Os sinais característicos da doença são as contrações dos músculos faciais e da nuca, impedindo a movimentação normal da cabeça, determinando a abertura involuntária dos olhos e da boca, o que dá a impressão de que a pessoa contaminada está fazendo caretas. Também se contraem os músculos da coluna, que fazem com que o indivíduo fique recurvado para trás.

No recém-nascido, o bacilo pode penetrar também pelo cordão umbilical, quando este é cortado com instrumentos não esterilizados ou quando se coloca estrume de vaca, fumo e outras substâncias contaminadas no umbigo da criança, a título de ‘curativo’, hábito que infelizmente ainda está difundido na zona rural.

A profilaxia do tétano depende da educação sanitária e da melhoria do padrão de vida da população e da vacinação.

A vacina contra o tétano está associada às de difteria e da coqueluche (vacina tríplice).

Ferimentos profundos ou provocados por instrumentos perfurantes requerem observação médica.

Se o indivíduo ferido tiver sido vacinado há mais de um ano, a aplicação de um reforço será necessária para elevar a concentração de anticorpos ao nível adequado para a proteção.

São também cuidados no tratamento da ferida: limpeza com água e sabão, uso de antissépticos e substâncias oxidantes, como água oxigenada.

Se o indivíduo não tiver sido vacinado, deve-se usar soro antitetânico e antibióticos, prescritos pelo médico.

Posteriormente será aplicada a vacina.

O tétano no recém-nascido pode ser evitado se a gestante tomar a vacina antitetânica, conforme indicação do médico.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pneumonia

Pneumonia

A maioria das pneumonias é causada por bactérias, sendo a mais comum o Streptococcus pneumoniae.

O S. pneumoniae é um habitante comum da garganta  e nasofaringe de indivíduos saudáveis.

A doença surge com a disseminação desse agente para outros locais: pulmões, seios paranasais (sinusite), ouvidos (otite), faringe (faringite) e meninges (meningite).

A infecção é causada pela aspiração do agente infeccioso ou por sua presença em objetos contaminados por secreções, principalmente devido à baixa resistência do indivíduo.

A doença começa por febre alta, tremores, tosse com expectoração amarelada ou cor de tijolo e dores no peito e nas costas, principalmente ao tossir ou respirar, que aumentam com a progressão da doença.

O médico deve ser consultado com urgência e iniciará o tratamento imediatamente com antibióticos e outros medicamentos.

O doente deve ficar em repouso, beber muito líquido e manter boa alimentação.

Meningite Meningocócica


Meningite Meningocócica

A meningite é uma doença grave, caracterizada pela inflamação das meninges - membranas que envolvem a medula espinhal e o cérebro, protegendo-os.

Pode ser causada por vírus, bactéria ou fungos.

A forma altamente contagiosa e responsável por sustos epidêmicos é causada por uma bactéria, o meningococo.

Esta bactéria invade inicialmente a garganta, podendo depois, através da corrente sanguínea, atacar as meninges.

Surgem então febre alta, náuseas, vômitos, convulsões, forte dor de cabeça, sonolência e uma sintoma típico: rigidez dos músculos da nuca, impedindo o doente de encostar o queixo no peito.

Há necessidade imediata de hospitalização e o tratamento consiste na administração de antibióticos, pois se a meningite não for tratada a tempo, pode ser fatal.

A meningite é transmitida através do espirro, tosse ou da fala. Mesmo sem apresentar os sintomas da doença, uma pessoa pode ser contaminada pelo meningococo, transmitindo-o a outras.

Para prevenção da doença, deve-se evitar ambientes abafados e aglomerações de pessoas; utilizar copos e talhares e pratos bem lavados; tratamento do doente e vacinação específica.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Leptospirose

Leptospirose

Doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira, que se hospedam em grande variedade de animais e nos humanos, mas conseguem sobreviver no meio ambiente na ausência do hospedeiro.

Vários animais domésticos e silvestres podem servir de fonte de infecção para os humanos, tendo especial importância o rato de esgoto (Rattus norvegicus). 

Em geral, esse animal está infectado e elimina leptospiras vivas pela urina ao longo de toda a sua vida, contaminando a água, solo e alimentos.

A presença de lixo, roedores e água propiciam o aumento de casos de leptospirose, situação que é agravada em épocas de enchentes.

Essas bactérias penetram através da pele íntegra, quando imersa em água por muito tempo, pela pele lesionada, pelas mucosas da boca, narinas e pelos olhos.

Na maioria dos casos a doença inicia-se abruptamente depois de um a vinte dias de contato com a bactéria.

A pessoa apresenta febre alta, dor de cabeça, dores musculares, náusea e vômitos. O sintoma diferencial da leptospirose consiste em fortes dores na panturilha.

Outros problemas podem ocorrer, como sérios danos ao fígado e rins que podem levar à morte.

As medidas de controle da leptospirose passam pelo saneamento básico, tratamento do lixo, desratização, resolução de problemas de enchentes, tratamento de água usada na alimentação, vigilância sanitária dos alimentos, descartando os que entram em contato com águas contaminadas e armazenamento de alimentos em locais sem roedores.

sábado, 20 de novembro de 2010

Infecção Urinária


Infecção Urinária

A infecção urinária acomete qualquer parte do sistema urinário, desde os rins, a bexiga, até a uretra e é definida como presença de microorganismos em alguma parte desse sistema.

Quando acomete os rins, chamamos de pielonefrite; quando é a bexiga, chamamos de cistite; na uretra é a uretrite; e quando acomete a próstata, denominamos de prostatite.

Pode ocorrer em indivíduos de qualquer idade e sexo, mas é extremamente mais comum entre as mulheres.

Essa relação se inverte no primeiro ano de vida, quando é mais comum nos meninos.

Isso de deve provavelmente a fatores anatômicos.

Na mulher a saída da uretra é bem próxima à entrada da vagina, onde sabe-se que a mulher abriga diversos microorganismos que compõem a flora vaginal.

Além disso, os hábitos de higiene após o uso do toalete, como a passagem do papel higiênico em direção ânus-vagina, favorece o transporte de microorganismos intestinais até a vulva.

Outro fator importante é que a uretra feminina é bem menor que a masculina, o que favorece o caminho das bactérias desde a entrada da uretra até a bexiga.

A infecção urinária ocorre principalmente quando os microorganismos, na maioria dos casos bactérias, “sobem” pela uretra e atingem a bexiga, os ureteres e os rins.

A bactéria que mais comumente causa esta infecção é chamada Escherichia coli, e faz parte da flora intestinal normal.

Assim, podemos perceber a importância de hábitos de higiene adequados à prevenção das infecções urinárias.

Os sintomas desta infecção são: dor ao urinar, dificuldade para iniciar a micção, urina com mau cheiro e/ou de coloração alterada, eliminação de sangue na urina, que fica avermelhada ou acastanhada, dentre outros.

Quando a infecção acomete o rim, o quadro é bem mais grave e o paciente apresenta febre, falta de apetite, parada de crescimento e perda de peso.

A presença de qualquer desses sintomas deve levar à procura de um médico.

Após a entrevista e o exame físico, o principal exame a ser solicitado é o exame de urina.

Ele é capaz e mostrar a presença de bactérias na urina e também outros sinais que ajudam no diagnóstico.

O tratamento é feito com antibióticos.

Alguns cuidados básicos devem ser adotados pelas mulheres para se evitar a infecção urinária:
  • Esvaziar a bexiga antes e após o ato sexual;
  • Higiene anal antero-posterior (da frente para trás), após usar o banheiro;
  • Aumentar a ingestão hídrica;
  • Não reter o ato miccional;
  • Usar preferencialmente roupas íntimas de algodão, evitar o uso de tecido sintético;
  • Usar roupas mais leves para evitar transpiração excessiva na região genital.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Gastrite Bacteriana


Gastrite Bacteriana

A bactéria Helicobacter pylori tem sido uma das causas de gastrite ou inflamação do estômago e pode até levar a ulcerações mais graves e ao aparecimento de câncer.

Essas bactérias têm uma peculiaridade, conseguem sobreviver no ambiente ácido do estômago.

Elas fabricam uma substância que destrói a camada de muco produzido pelas células epiteliais do estômago.

Esse muco atua como barreira protetora, o ácido clorídrico destrói as células do estômago, causando ulcerações dolorosas.

Os principais sintomas são dor no estômago, azia e mau hálito.

As medidas preventivas consistem em lavar e cozinhar adequadamente os alimentos e evitar substâncias irritantes ao estômago.

O tratamento é feito com antibiótico sob recomendação médica.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Febre Maculosa



A febre maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, causada pela bactéria parasita intracelular obrigatória Rickettsia rickettsii.

Os humanos são hospedeiros acidentais, não colaborando com a propagação do parasita.

A transmissão é feita pelo carrapato Amblyomma cajennense, conhecido como “carrapato estrela”, “carrapato de cavalo” ou “rodoleiro” e cujas ninfas de seis pernas são conhecidas por “carrapatinhos” ou “micuins”, e as ninfas de oito pernas por “vermelhinhas”.

Esses carrapatos podem ser encontrados em todas as fases como ectoparasitas de aves domésticas (galinhas, perus) e silvestres (seriemas), mamíferos (cavalo, boi, carneiro, cão, etc.) e cobras.

Humanos são hospedeiros acidentais, mais frequentemente atacados pelas fases de ninfa – micuins e vermelhinhos. 

Uma vez infectados pela bactéria R. ricketsii, esses carrapatos assim permanecem durante toda a sua vida; as fêmeas transmitem essas bactérias aos descendentes, o que mantém a contaminação por muitas gerações.

Para que a bactéria se instale no corpo humano, há necessidade de o carrapato ficar aderido à pele entre quatro e seis horas no mínimo.

A contaminação pode também ocorrer por lesões na pele pelo esmagamento do carrapato.

Após o contato com o carrapato infectado, o ser humano leva de dois a quatorze dias (em média sete dias) para apresentar os primeiros sintomas, que são inespecíficos: febre, náuseas, vômitos, dores de cabeça e dores musculares.

Sinais específicos, que são as manchas (máculas) avermelhadas no corpo, começam a surgir entre o terceiro e o quinto dia de febre, iniciando-se pelas palmas das mãos e solas dos pés, progredindo pelos membros até alcançar o tórax e o abdômen.

Quando as máculas atingem essa magnitude, o quadro clínico é considerado grave, podendo evoluir para a morte.

Sem tratamento a morte ocorre em 70% dos casos, mas com tratamento cai para menos de 5%.

Como os primeiros sinais são inespecíficos, o diagnóstico pode não ser feito de forma rápida, retardando o tratamento, o que pode levar a complicações da doença.

Uma vez diagnosticado, o tratamento é feito com antibióticos que só devem ser tomados sob recomendação médica.

No Brasil, foram registrados mais de 200 casos de febre maculosa, entre os anos de 2000 e de 2005, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina; 30 % desses casos terminaram com a morte desses pacientes.

As principais medidas profiláticas são:
  • Ter em mente quais são as áreas consideradas de risco para febre maculosa;
  • Evitar caminhar em áreas conhecidamente infestadas por carrapatos no meio rural e silvestre;
  • Quando for necessário caminhar por áreas infestadas por carrapatos, vistoriar o corpo em busca de carrapatos em intervalo de três horas, pois, quanto mais rápido for retirado o carrapato, menor será o risco de contrair a doença;
  • Criar barreiras físicas: calças compridas com parte inferior por dentro das botas e fitas adesivas dupla-face lacrando a parte superior da bota. Recomenda-se o uso de roupas claras, para facilitar a visualização dos carrapatos;
  • Não esmagar o carrapato com as unhas, pois com o esmagamento pode haver liberação das bactérias que têm capacidade de penetrar através de micro lesões na pele. Retirá-los com calma por meio de leve torção e com auxílio de uma pinça, para liberar as peças bucais;
  • Aparar o gramado bem rente ao solo, facilitando assim a penetração dos raios solares;
  • Fazer o controle químico nos animais domésticos por meio de banhos estratégicos de carrapaticidas.

Febre Tifóide


A febre tifóide é causada pela bactéria Salmonella typhi.

O indivíduo afetado pela febre tifóide sente-se fraco e sem apetite, perdendo peso e apresentando febre alta, diarréia, vômito, garganta irritada e dor de cabeça.

Para prevenção, as medidas de higiene pessoal são fundamentais, visto que a contaminação se dá por via oral, pelo consumo de alimentos contaminados em função do manuseio feito por pessoas com as mãos sujas (doença das mãos sujas).

Como a bactéria é resistente ao congelamento, sorvetes também podem estar contaminados.

Os surtos epidêmicos dessa doença costumam ocorrer em período de chuvas fortes, quando aumenta a possibilidade de contaminação da água potável pelas fezes de indivíduos doentes.

Medidas de saneamento básico são fundamentais para se evitar essa doença, pois a Salmonella é eliminada junto com as fezes de pessoas infectadas.

Existe vacina, mas tem baixa eficácia e confere imunidade por pouco tempo, não sendo a principal medida contra a febre tifóide.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Disenterias Bacterianas


Disenterias Bacterianas

As disenterias bacterianas são causadas por diversas bactérias (enterobactérias), tais como Salmonella, Shigella, Enterobacter, Klebsiella, Proteus e a Escherichia coli, transmitidas através de alimentos, água, leite, mãos sujas, saliva, fezes, etc.

Algumas só provocam infecção quando a flora bacteriana não está normal, podendo causar inflamações do estômago e do intestino.

Essas doenças são frequentemente acompanhadas de diarréia, dores abdominais, febre, vômitos e desidratação e são transmitidas principalmente pela ingestão de água e alimentos contaminados.

As disenterias são responsáveis por altas taxas de mortalidade infantil no Brasil. 

Elas exigem atendimento médico e seu tratamento incluiu o uso de antibióticos e cuidados com a desidratação, através da ingestão de soro.

A profilaxia para estas doenças consiste em medidas de higiene pessoal e coletiva. 

Entre elas: o tratamento da água, uso de água filtrada ou fervida para beber, instalação de fossas ou rede de esgoto, ingestão de leite pasteurizado ou fervido.

A avaliação do médico é indispensável.

domingo, 31 de outubro de 2010

As Bactérias (3)


Infecções causadas por bactérias

Algumas bactérias são parasitas dos seres vivos, retirando-lhes material nutritivo e causando-lhes doenças (bactérias patogênicas).

As espécies parasitas são responsáveis por um grande número de doenças que afetam o homem.

Dentre as diversas doenças humanas causadas por bactérias, destacam-se: botulismo, cólera, coqueluche, difteria, disenterias bacterianas, febre tifóide, febre maculosa, gastrite bacteriana, gonorréia e sífilis, hanseníase, infecção urinária, leptospirose, meningite, peste bubônica, pneumonia, tétano, tuberculose.
As infecções cutâneas mais comuns no homem são causadas por bactérias do grupo dos estafilococos – caso dos furúnculos ou abscesso, carbúnculo, foliculite (infecção na base dos pelos) e acne.

Podemos ainda citar as doenças causadas por estreptococos, tais como erisipelas, celulite e impetigo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

As Bactérias (2)


A estrutura de uma bactéria

As bactérias podem ser aeróbicas obrigatórias (dependem do oxigênio para sua respiração), anaeróbicas obrigatórias (morrem na presença de oxigênio) ou anaeróbicas facultativas (podem viver com ou sem o oxigênio).

Quanto à nutrição podem ser heterótrofas ou autótrofas. A grande maioria das bactérias é heterótrofa, vivendo principalmente através da decomposição da matéria orgânica ou como parasitas.

Existem ainda aquelas que, embora vivam no organismo de outro ser vivo, não causam doenças – são as comensais. 

Muitas dessas bactérias fazem parte da flora normal humana, colonizando a pele, as mucosas do trato respiratório (boca, nariz) e o intestino.

Sua presença tem importante papel na defesa do organismo, impedindo, por competição, a entrada de agentes infecciosos capazes de causar doenças.

Por exemplo, após o uso prolongado de antibióticos, muitas vezes é recomendado tomarmos iogurtes e compostos ricos em lactobacilos (bactérias comensais).

O objetivo é recuperar a flora bacteriana para a proteção de nossa mucosa e, assim, facilitar a digestão.

A reprodução nas bactérias é predominantemente assexuada por fissão binária (bipartição).

Esse processo se realiza com muita rapidez e é um dos principais fatores responsáveis pelo enorme sucesso biológico alcançado pelas bactérias.

Em algumas horas, sob condições ambientais adequadas, uma única célula pode dar origem a milhares de descendentes exatamente iguais entre si (clones).

Ao contrário dos vírus, as bactérias são sensíveis a muitos medicamentos como antibióticos e antissépticos.  Também agem contra elas nossas defesas naturais, como fagocitose, anticorpos, reações de inflamação, etc.

Muitas vezes uma doença causada por vírus enfraquece nossas defesas, facilitando o ataque de bactérias parasitas.

Nesse caso, o médico poderá utilizar um antibiótico para combatê-las. Apesar de existirem alguns antibióticos de amplo espectro, isto é, que atacam quase todos os tipos de bactérias, é necessário a prescrição por um médico de antibióticos mais específicos e eficientes contra a bactéria em questão.

As Bactérias (1)



Características gerais

As bactérias são organismos unicelulares, procariontes, geralmente muito pequenos, visíveis somente ao microscópio com ampliação igual ou superior a mil vezes.

São encontradas em praticamente todos os ambientes e podem apresentar formas variadas.



As que têm formas arredondadas são chamadas de cocos, como o Streptococcus pneumoniae, capaz de causar a pneumonia no homem.

As alongadas são denominadas bacilos, como o Clostridium tetani, responsável pelo tétano.

As de formas espiraladas recebem o nome de espirilos, como a Treponema pallidum, que causa sífilis.

As que se parecem com uma vírgula são conhecidas como vibriões, como o Vibrio cholerae, causador da cólera.

O material genético das bactérias é constituído por uma única hélice dupla de DNA (ácido desoxirribonucléico). Têm membrana plasmática recoberta e protegida pela parede celular.

As únicas organelas presentes nas bactérias são os ribossomos.

Ainda podem apresentar, mais exatamente, a cápsula, constituída na maioria das bactérias por polissacarídeo. 

A cápsula tem como principal função proteger a célula bacteriana do dessecamento, choques de temperatura, radiações, produtos químicos, antibióticos, etc.

sábado, 9 de outubro de 2010

As defesas artificiais contra os parasitas (4)


Antibióticos

Por volta de 1940 a medicina deu um largo passo na luta contra um grupo bastante indesejável de parasitas, as bactérias.

Nessa época os antibióticos passaram a ser usados com sucesso contra diversos tipos de infecções bacterianas.

A história começou em 1928, quando o escocês Alexander Fleming observou que uma colônia de bactérias não cresceu em um meio de cultura contaminado por fungos. 

Ele deduziu então que o fungo deveria produzir alguma substância que impedia a multiplicação das bactérias. Posteriormente tal substância foi realmente isolada de um tipo de fungo, o Penicilium notatum, recebendo o nome de penicilina.

Com o passar do tempo vários antibióticos, como a estreptomicina e a tetraciclina, foram isolados de outros tipos de fungos, enquanto outros foram fabricados sinteticamente em laboratórios. Estas substâncias podem matar a bactéria ou apenas interromper sua multiplicação, permitindo neste caso que as defesas do organismo as destruam.

Embora sejam armas poderosas, os antibióticos só devem ser usados sob prescrição médica. Isto porque eles somente serão eficientes quando usados por um tempo determinado, na dosagem correta, que apenas o médico poderá estabelecer.